Lista de exercícios de Linguagem [revisão]

Neste artigo quero trazer alguns exercícios de Português que já caíram no Enem.

A verdade por trás da prova de Língua Portuguesa no Enem é que o conhecimento para fazê-la é construído ao longo de todos os anos escolares.

Estudar apenas na véspera é pedir para fracassar. Isso é o que muitos estudantes não entendem. Preparam-se para as provas de Língua Portuguesa e de Inglês estudando o mínimo porque acham que é só interpretação de textos.

Acham que devem começar a estudar apenas no último ano do Ensino Médio.

Bem, você não é assim. Por isso mesmo que, primeiro, quero que você acompanhe nossa seção de Língua Portuguesa aqui no site (clique aqui) e no Inglês, caso tenha alguma dificuldade, o curso de Inglês da Marcela Malett está oferecendo aulas gratuitas. é um bom começo e uma ótima dica, não acham?

Além disso, faça os exercícios abaixo e resolva-os para treinar.

Atividades propostas pelo site Obeliai

Pode aparecer onde menos se espera em cinco formas diferentes.

É por isso que o Dia Mundial Contra a Hepatite está aí para alertar você.

As hepatites A, B, C, D e E têm diversas causas e muitas formas de chegar até você.

Mas, evitar isso é bem simples. Você só precisa ficar atento aos cuidados necessários para cuidar do maior bem que você tem: A SUA SAÚDE!

Algumas maneiras de se prevenir:

  • vacine-se contra as hepatites A e B;
  • use água tratada e siga sempre as recomendações quanto à restrição de banhos em locais públicos e ao uso de desinfetantes em piscinas;
  • lave sempre bem os alimentos como frutas, verduras e legumes;
  • certifique-se de que seu médico ou profissional da saúde esteja usando a proteção necessária, como luvas e máscaras, quando houver a possibilidade de contato de sangue ou secreções contaminadas com o vírus.
  • lave sempre bem as mãos após usar o toalete e antes de se alimentar;
  • ao usar agulhas e seringas, certifique-se da higiene do local e de todos os acessórios;

Disponível em: <http://farm5.static.flickr.com>. Acesso em: 26 out. 2011. (adaptado)

Nas peças publicitárias, vários recursos verbais e não verbais são usados com o objetivo de atingir o público-alvo, influenciando seu comportamento. Considerando as informações verbais e não verbais trazidas no texto a respeito da hepatite, verifica-se que

a) o tom lúdico é empregado como recurso de consolidação do pacto de confiança entre o médico e a população.

b) a figura do profissional da saúde é legitimada, evocando–se o discurso autorizado como estratégia argumentativa.

c) o uso de construções coloquiais e específicas da oralidade são recursos de argumentação que simulam o discurso do médico.

d) a empresa anunciada deixa de se autopromover ao mostrar preocupação social e assumir a responsabilidade pelas informações.

e) o discurso evidencia uma cena de ensinamento didático, projetado com subjetividade no trecho sobre as maneiras de prevenção.

Texto para a questão 2.

Palavras jogadas fora

Quando criança, convivia no interior de São Paulo com o curioso verbo pinchar e ainda o ouço por lá esporadicamente. O sentido da palavra é o de “jogar fora” (pincha fora essa porcaria) ou “mandar embora” (pincha esse fulano daqui). Te-ria sido uma das muitas palavras que ouvi menos na capital do estado e, por conseguinte, deixei de usar. Quando indago às pessoas se conhecem esse verbo, comumente escuto respostas como “minha avó fala isso”. Aparentemente, para muitos falantes, esse verbo é algo do passado, que deixará de existir tão logo essa geração antiga morrer.

As palavras são, em sua grande maioria, resultados de uma tradição: elas já estavam lá antes de nascermos. “Tradição”, etimologicamente, é o ato de entregar, de passar adiante, de transmitir (sobretudo valores culturais). O rompimento da tradição de uma palavra equivale à sua extinção. A gramática normativa muitas vezes colabora criando preconceitos, mas o fator mais forte que motiva os falantes a extinguirem uma palavra é associar a palavra, influenciados direta ou indiretamente pela visão normativa, a um grupo que julga não ser o seu. O pinchar, associado ao ambiente rural, onde há pouca escolaridade e refinamento citadino, está fadado à extinção?

É louvável que nos preocupemos com a extinção de ara-rinhas-azuis ou dos micos-leões-dourados, mas a extinção de uma palavra não promove nenhuma comoção, como não nos comovemos com a extinção de insetos, a não ser dos extraordinariamente belos. Pelo contrário, muitas vezes a extinção das palavras é incentivada.

VIARO, M. E. Língua Portuguesa, n. 77, mar. 2012. (adaptado)

2. (ENEM) A discussão empreendida sobre o (des)uso do verbo pinchar nos traz uma reflexão sobre a linguagem e seus usos, a partir da qual compreende-se que

a) as palavras esquecidas pelos falantes devem ser descartadas dos dicionários, conforme sugere o título.

b) o cuidado com espécies animais em extinção é mais urgente do que a preservação de palavras.

c) o abandono de determinados vocábulos está associado a preconceitos socioculturais.

d) as gerações têm a tradição de perpetuar o inventário de uma língua.

e) o mundo contemporâneo exige a inovação do vocabulário das línguas.

Texto para a questão 3.

O silêncio é a matéria significante por excelência, um continuum significante. O real da comunicação é o silêncio. E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do discurso.

O homem está “condenado” a significar. Com ou sem palavras, diante do mundo, há uma injunção à “interpretação”: tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem está irremediavelmente constituído pela sua relação com o simbólico.

Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos, se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e não verbal) e significação.

Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando uma redução pela qual qualquer matéria significante fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para que lhe seja atribuído sentido.

Nessa mesma direção, coloca-se o “império do verbal” em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras. Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade enquanto matéria significante distinta da linguagem.

As formas do silêncio (1997), de Eni Orlandi.

3. Ao analisar a prevalência da linguagem verbal na comunicação social, a autora enfatiza que

a) a exigência da comunicação implica o fim do silêncio.

b) as palavras recuperam satisfatoriamente os sentidos silenciados.

c) a comunicação pelo silêncio é, de fato, irrealizável.

d) a verdadeira linguagem prescinde do silêncio e das palavras.

e) a essência do silêncio se perde quando ele é traduzido pelas palavras.

Texto para as questões 4 e 5.

O constante diálogo

1 Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
5 o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
10 o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
15 com a noite
os astros
os mortos
as ideias
o sonho
20 o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo e
tua melhor palavra
25 ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.

Discurso de primavera e algumas sombras (1977), de Carlos Drummond de Andrade.

4. O eu lírico, ao mostrar as variedades do diálogo, revela que este

a) constrói a ideia de que comunicar exige afinidade.

b) implica necessariamente um outro, distinto do eu.

c) é uma realidade inerente à condição humana.

d) concebe o presente desprovido das marcas do passado.

e) é uma forma que, na verdade, dissimula um monólogo.

 

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