Lista de Exercícios De Português do Enem

Esta nossa de exercícios de língua portuguesa tem um objetivo de ajudar os alunos que estão se preparando não só para o ENEM como também para outros tipos de testes como concursos e o próprio vestibular.

Especialmente para aqueles que estão estudando para concursos, é sempre bom observar se o edital pede conhecimentos de inglês.

Se isso acontecer, é necessário estudar a língua inglesa assim como você se prepara para as provas de matemática.

Nós temos referenciado o curso de inglês da professora Marcela porque entendemos que só se aprende na prática.

Embora haja aulas de teoria gramatical, a prática é enfatizada por meio de conversação e também de recursos linguísticos que facilitam a memorização de frases.

Se você quer saber mais sobre o curso da professora Marcela clique aqui e acesse o nosso review completo sobre ele

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias no Enem

Esta é a continuidade dos exercícios que postei nos posts anteriores.

1. Na abordagem temática do poema, destaca-se a inserção do discurso

a) da comunicação, estabelecendo-se por meio dela uma reflexão filosófica sobre o fazer poético.

b) da ausência, marcando-se pela tensão existencial conflituosa e pela falta de sentimento entre as pessoas.

c) da metafísica, marcando-se com imagens que suscitam ideias relacionadas à morte e à fugacidade do tempo.

d) da autobiografia, evidenciando-se com sutileza aspectos relacionados à vida do poeta em Minas Gerais.

e) do desalento, expressando-se uma visão pessimista do mundo e das pessoas, decorrente da frustração com a vida.

2. (ENEM)

Só há uma saída para a escola se ela quiser ser mais bem-sucedida: aceitara mudança da língua como um fato. Isso deve significar que a escola deve aceitar qualquer forma da língua em suas atividades escritas? Não deve mais corrigir? Não!

Há outra dimensão a ser considerada: de fato, no mundo real da escrita, não existe apenas um português correto, que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos contratos não é o mesmo do dos manuais de instrução; o dos juizes do Supremo não é o mesmo do dos cordelistas; o dos editoriais dos jornais não é o mesmo do dos cadernos de cultura dos mesmos jornais. Ou do de seus colunistas.

POSSENTI, Sírio. Gramática na cabeça. Revista Língua Portuguesa, ano 5, n. 67, maio 2011. (adaptado)

Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único “português correto”. Assim sendo, o domínio da língua portuguesa implica, entre outras coisas, saber

a) descartar as marcas de informalidade do texto.

b) reservar o emprego da norma-padrão aos textos de circulação ampla.

c) moldar a norma-padrão do português pela linguagem do discurso jornalístico.

d) adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto.

e) desprezar as formas da língua previstas pelas gramáticas e manuais divulgados pela escola.

Texto para a questão 3.

Essa pequena

Meu tempo é curto, o tempo dela sobra

Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora

Temo que não dure muito a nossa novela, mas

Eu sou tão feliz com ela

Meu dia voa e ela não acorda

Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida

Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas

Não canso de contemplá-la

Feito avarento, conto os meus minutos

Cada segundo que se esvai

Cuidando dela, que anda noutro mundo

Ela que esbanja suas horas ao vento, ai

Às vezes ela pinta a boca e sai

Fique à vontade, eu digo, take your time

Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas

O blues já valeu a pena

Chico Buarque

Disponível em: <http://www.chicobuarque.com.br>. Acesso em: 31 jun. 2012.

3. (ENEM) O texto “Essa pequena” registra a expressão subjetiva do enunciador, trabalhada em uma linguagem informal, comum na música popular. Observa-se, como marca da variedade coloquial da linguagem presente no texto, o uso de

a) palavras emprestadas de língua estrangeira, de uso inusitado no português.

b) expressões populares, que reforçam a proximidade entre o autor e o leitor.

c) palavras polissêmicas, que geram ambiguidade.

d) formas pronominais em primeira pessoa.

e) repetições sonoras no final dos versos.

Texto para as questões 4 e 5.

1 A linguagem
na ponta da língua
tão fácil de falar
e de entender.

5 A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
10 o amazonas de minha ignorância.

Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
15 em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a priminha.

O português são dois; o outro, mistério.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Esquecer para lembrar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979.

4. (ENEM) Explorando a função emotiva da linguagem, o poeta expressa o contraste entre marcas de variação de usos da linguagem em

a) situações formais e informais.

b) diferentes regiões do país.

c) escolas literárias distintas.

d) textos técnicos e poéticos.

e) diferentes épocas.

5. (ENEM) No poema, a referência à variedade padrão da língua está expressa no seguinte trecho:

a) “A linguagem/ na ponta da língua” (versos 1 e 2).

b) “A linguagem/ na superfície estrelada de letras” (versos 5 e 6).

c) “[a língua] em que pedia para ir lá fora” (verso 14).

d) “[a língua] em que levava e dava pontapé” (verso 15).

e) “[a língua] do namoro com a priminha” (verso 17).

Texto para a questão 6.

Azeite de oliva e óleo de linhaça: uma dupla imbatível

Rico em gorduras do bem, ela combate a obesidade,
dá um chega pra lá no diabete e ainda livra o
coração de entraves

Ninguém precisa esquentar a cabeça caso não seja possível usar os dois óleos juntinhos, no mesmo dia. Individualmente, o duo também bate um bolão. Segundo um estudo recente do grupo EurOlive, formado por instituições de cinco países europeus, os polifenóis do azeite de oliva ajudam a frear a oxidação do colesterol LDL, considerado perigoso. Quando isso ocorre, reduz-se o risco de placas de gordura na parede dos vasos, a temida aterosclerose – doença por trás de encrencas como o infarto.

MANARINI, T. Saúde é vital, n. 347, fev. 2012. (adaptado)

6. Para divulgar conhecimento de natureza científica para um público não especializado, Manarini recorre à associação entre vocabulário formal e vocabulário informal. Altera-se o grau de formalidade do segmento no texto, sem alterar o sentido da informação, com a substituição de

a) “dá um chega pra lá no diabete” por “manda embora o diabete”.

b) “esquentar a cabeça” por “quebrar a cabeça”.

c) “bate um bolão” por “é um show”.

d) “juntinhos” por “misturadinhos”.

e) “por trás de encrencas” por “causadora de problemas”.

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