Conselhos para economia nas compras

O supermercado oferece para a dona de casa inúmeras vantagens. A principal talvez seja o fato de não ter vendedores que constrangem, vigiam e obrigam a comprar rapidamente. A ausência do vendedor faz com que se possa escolher uma lata de palmito e pouco depois trocá-la por outra de marca diferente, sem necessidade de justificar a troca para ninguém.

Entretanto, ele exerce um grande fascínio, o que é perigoso, pois pode fazer com que se compre mais do que o necessário. Para evitar isso, é preciso conhecer algumas técnicas usadas pelos especialistas em vendas para obrigar as pessoas a comprar. Depois, é só precaver-se, já que comprar bem é uma forma de fazer economia.

CUIDADOS A TOMAR

A embalagem dos produtos é a primeira arma para convencer a comprar: entre dois produtos desconhecidos, escolhe-se o que atrai mais visualmente, seja pela cor ou forma em que ele é apresentado.

onde geralmente se localiza o frigorífico. Até chegar lá, é provável que ela não resista e pegue vários produtos que não pensava comprar. Po-de-se observar, também, que o arroz, o feijão, o óleo estão sempre nas prateleiras mais baixas, ficando os lugares de maior destaque para os produtos que não são de primeira necessidade (como sucos, molhos, conservas caras).

Outra técnica ensina que as prateleiras nunca devem estar vazias, pois ninguém leva a última lata de ervilhas pensando que ela está acabando porque é melhor. Todos comprarão a marca do lado, que chama mais a atenção pela quantidade.

É preciso saber também que tudo é planejado para tornar o lugar mais agradável, transformando o ato de comprar num prazer — e o supermercado no templo do consumo. Assim, as prateleiras cheias, bem arrumadas, coloridas e variadas, a suave música que toca baixinho induzem à compra. O próprio carrinho onde se colocam as compras, o fato de dirigi-lo, comandá-lo para onde se quer é um grande prazer, que satisfaz também à vaidade. E passear pelo supermercado com o carrinho abarrotado de compras é outro fator que envaidece.

A técnica do consumo dirigido não esquece as crianças: as prateleiras de brinquedos, doces e balas estão mais baixas, exatamente na altura dos olhos de uma criança e o adulto compra quase tudo o que ela quer para não ser atrapalhado.

PLANEJAMENTO CUIDADOSO

Depois de saber essas técnicas, a dona de casa estará mais capaz de resistir às compras supérfluas. Mas é preciso planejá-las, começando por um levantamento dos produtos para verificar qual o gasto semanal ou mensal de cada um.

Uma boa medida é anotar nas tampas das embalagens ou no fundo das latas a data em que foram compradas; quando o produto terminar, pode-se verificar quanto tempo durou e quanto sobrou, embora sua duração varie de acordo com o maior número de refeições ou com gastos inesperados.

Depois de fazer o levantamento, é conveniente ver o que é realmente necessário ou se determinado produto está sendo comprado apenas por hábito e sendo usado raramente.

É preciso também não se convencer apenas pelo que diz a propaganda de um novo produto: ele só deve ser adquirido quando supera as qualidades do que é usado habitualmente e não porque contém a substância X, que ninguém sabe o que é.

Fazer as compras apenas uma vez por mês tem uma desvantagem quando se tem empregadas: elas costumam desperdiçar, e um produto, comprado em quantidade suficiente para durar um mês, acaba bem antes.

O planejamento inclui um cuidado especial para que se equilibre o valor nutritivo de cada alimento e se tente variar, de modo a não cansar o paladar. Uma forma que ajuda a planejar bem os gastos de supermercado é preparar uma lista de cardápios para cada dia da semana, de forma a aproveitar as sobras.

Quanto às frutas e legumes, é preciso comprar aqueles que são da estação: embora se encontre os mesmos produtos o ano inteiro, sabendo-se a época da safra é certo que eles estarão mais baratos. Além disso, é importante saber o dia de renovação de estoque das frutas e legumes, procurando fazer as compras nesse dia.

Saber aproveitar as sobras dos mantimentos é outra forma de economizar. E as embalagens maiores — como pacotes de 5 quilos de açúcar, por exemplo — são mais baratas que pacotes pequenos. Mas isso não se aplica aos produtos perecíveis (como manteiga e queijo), que só podem ser comprados em pequena quantidade. Os farináceos (farinha de trigo, fubá, semolina, etc.) costumam mofar, se guardados por muito tempo.

Dentro da geladeira, deve-se distribuir os alimentos de acordo com a temperatura exigida por eles: as verduras devem ficar embrulhadas em plástico e guardadas na gaveta inferior para que o frio não queime suas folhas. Frutas e legumes se conservam melhor quando são limpos antes de colocados na geladeira, pois detritos e terra costumam estragá-los mais rapidamente.

As carnes de aves ou peixes devem ser limpas e livres de gordura, peles, penas e vísceras, o que evita que se estraguem.

CONSELHOS ÚTEIS

Antes de entrar no supermercado, é bom lembrar que:

1) Deve-se verificar outros supermercados, onde a mercadoria pode ter menor preço e melhor qualidade.

2) Limitar-se a comprar o que está planejado na lista e não pegar algo que seja supérfluo ou que não esteja planejado.

3) Evitar as horas em que o supermercado está mais cheio e movimentado, como no sábado pela manhã, porque o tempo que se perde é muito maior e a vontade de terminar logo as compras não deixa escolher os mantimentos com cuidado.

4) Um detalhe importante: quando se faz compras antes do almoço ou do jantar, a fome faz com que se escolham gulodices desnecessárias.

5) As ofertas de produtos do tipo “compre um e leve dois” podem não ser tão vantajosas quanto parecem. Mas, se a compra for compensa-dora, vale a pena comprar a mais, desde que o produto seja de uso frequente e não deteriorável.

6) Ao experimentar um novo produto, é bom preferir o de tamanho ou embalagem menor, porque, se ele não aprovar, o prejuízo será menor.

7) Sempre que possível, comprar alimentos de pouco uso na quantidade suficiente para uma receita, o que eliminará as sobras.

8) Os produtos deterioráveis costumam ter a data de fabricação marcada no rótulo: é importante verificá-la, para ver se eles não estão com o prazo esgotado.

9) Não comprar latas defeituosas ou estufadas, o que indica que o produto está estragado.

10) Em mercadorias vendidas por quilo é importante observar bem os ponteiros das balanças e verificar se o peso está correto.

11) É muito comum que a moça da caixa marque duas vezes a mesma mercadoria. Para que isso não aconteça, é necessário prestar atenção ao colocar as compras ao lado da caixa, mostrando cada item separadamente.

Distúrbios que afetam o nariz (parte II)

RINITE

Dificuldade em respirar pelo nariz, sobretudo à noite, sensação de narinas entupidas e coriza podem significar rinite (inflamação da mucosa do nariz). Às vezes, a mucosa incha tanto que chega a obstruir quase toda a cavidade nasal, apresentando uma cor avermelhada. No entanto, há casos em que o crescimento exagerado da parte óssea das paredes nasais pode provocar esses sintomas. Há ainda a chamada rinite hipertrófica, caracterizada pelo excesso de muco, numa reação do organismo à inflamação. Pode ser devida à ação de bactérias e vírus e, muitas vezes, decorre de inflamação em áreas próximas, como em amígdalas, laringe, traqueia, adenoides e dentes. Em grande número de casos, a origem do problema está na sinusite, inflamação de uma das cavidades paranasais.

Quando há hipertrofia da mucosa, eliminam-se as causas e, em seguida, o médico recorre à cauterização, tratamento que destrói o tecido anormal por meio do calor. Se a hipertrofia é óssea, o tratamento adequado é a cirurgia.

Há ainda a rinite alérgica: a mucosa apresenta-se mais pálida que o normal, ocorre dificuldade respiratória e corrimento nasal. Costuma ser acompanhada de espirros, o que indica uma resposta do organismo à invasão do agente que desencadeou a alergia. Pode ser acompanhada por outras manifestações alérgicas, como urticária. O tratamento visa, sobretudo, descobrir e eliminar o elemento responsável pela alergia.

Muitas vezes, o resfriado comum ocasiona rinite aguda, que, em geral, desaparece sozinha. Para apressar a cura, podem-se usar medicamentos vasoconstritores (que provocam o estreitamento dos vasos sanguíneos). Mas esses remédios devem ser usados com moderação, uma vez que são capazes de afetar seriamente a mucosa nasal.

SANGRAMENTO  NASAL

Os tecidos que revestem internamente o nariz têm numerosos vasos sanguíneos, o que os torna muito propensos a hemorragias. Quase sempre a perda de sangue é pequena e não chega a afetar o organismo. Mas, quando freqüente, pode indicar doenças ou distúrbios sérios.

A causa mais comum de hemorragias nasais (chamadas epistaxes), principalmente em crianças, é o hábito de colocar o dedo no nariz. Isso lesa os vasos sanguíneos, provocando hemorragia.

Irritações causadas por doenças simples, como resfriados, também podem facilitar o sangramento da mucosa, sobretudo se há pólipos (tumores) nasais. Da mesma forma, pancadas no rosto: as menos graves afetam apenas os vasos sanguíneos da parte anterior do nariz, havendo pequena perda de sangue. Outras provocam hemorragia subcutânea (derramamento de sangue nos tecidos mais profundos) e consequente inchaço. Nestes casos, passados alguns dias, o sangue pode acumular-se junto ao septo, formando um hematoma que chega a obstruir a passagem do ar.

Às vezes, a hemorragia é resultado ou sintoma de certas doenças, como sarampo, escarlatina e difteria. Pode, da mesma forma, ser o primeiro sinal de doenças hemorrágicas, como hemofilia, ou ocorrer por carência de vitamina C (que provoca o enfraquecimento dos capilares). Pessoas com mais de 50 anos também estão sujeitas a hemorragias nasais. Pressão alta é a causa mais comum desse distúrbio em pessoas nessa faixa de idade.

Se não for muito intenso e frequente, o sangramento nasal pode ser tratado em casa. Basta colocar a pessoa sentada (ou deitada de costas), com a cabeça virada ao máximo para trás. A seguir, colocar nas fossas nasais chumaços pequenos de algodão. Se não cessar, deve-se procurar um médico.

As vezes, a hemorragia é resultado ou sintoma de certas doenças, como sarampo, escarlatina e difteria. Pode, da mesma forma, ser o primeiro sinal de doenças hemorrágicas, como hemofilia, ou ocorrer por carência de vitamina C (que provoca o enfraquecimento dos capilares). Pessoas com mais de 50 anos também estão sujeitas a hemorragias nasais. Pressão alta é a causa mais comum desse distúrbio em pessoas nessa faixa de idade.

Se não for muito intenso e frequente, o sangramento nasal pode ser tratado em casa. Basta colocar a pessoa sentada (ou deitada de costas), com a cabeça virada ao máximo para trás. A seguir, colocar nas fossas nasais chumaços pequenos de algodão. Se não cessar, deve-se procurar um médico.

OUTROS DISTÚRBIOS

A hipertrofia da mucosa nasal pode determinar obstrução coanal, se um dos cornetos aumenta muito de tamanho, O nariz fica, então, totalmente fechado, obrigando o indivíduo a respirar pela boca. Nesse caso, recorre-se à cirurgia para remover a massa alterada.

Outro tipo de crescimento celular anormal, que pode surgir no interior do nariz e que decorre da inflamação da mucosa, são os pólipos, espécie de tumores benignos. Para eliminá-los, a cirurgia não é suficiente, devendo-se tratar o que os provocou (frequentemente, sinusite crônica).

Quando inflamadas, as vegetações adenoides (estruturas semelhantes às amígdalas, mas situadas atrás do nariz) também podem crescer a ponto de obstruir os cóanos. Nos lactentes, essa alteração é mais séria, porque dificulta a amamentação. O tratamento consiste no uso local de medicamentos vasoconstritores e antissépticos e, nos casos crônicos, a cirurgia, às vezes, torna-se necessária.

Também alterações na forma do septo originam vários graus de dificuldade respiratória. Mesmo sendo pequena, uma alteração pode irritar a mucosa e provocar sua hipertrofia. Quando o desvio é muito grande, ou origina problemas de certa gravidade, o tratamento mais indicado é o cirúrgico.

CUIDADOS HIGIÊNICOS

É muito importante cuidar da higiene do nariz de maneira adequada. Para auxiliar o sistema próprio de limpeza que as narinas possuem, basta assoar levemente o nariz. Manter as narinas limpas e desobstruídas, com gotas nasais, é uma boa medida preventiva contra moléstias infecciosas e resfriados. Mas o produto e a quantidade a ser usada devem ser indicados pelo médico, para evitar irritações.

Nos bebês e nas crianças pequenas, basta usar a ponta úmida de uma toalha na hora do banho para retirar a poeira e o muco.

Distúrbios que afetam o nariz (parte I)

Órgão da respiração e olfação, o nariz também interfere na fonação e tem, entre outras, as funções de filtrar, aquecer e umedecer o ar que vai para os pulmões. Como qualquer outro órgão do corpo, está sujeito a distúrbios, em geral por malformações de suas partes internas ou por inflamação da mucosa.

ESTRUTURA E FUNÇÕES DO NARIZ

Para entender melhor esses distúrbios, é importante conhecer um pouco a respeito da estrutura e das funções do nariz.

As fossas nasais, separadas pelo septo, abrem-se para o exterior através das narinas. Internamente, comunicam-se com a faringe (por aberturas chamadas cóanos) e com os seios paranasais (por orifícios que se abrem nas paredes laterais das narinas). Existem também no nariz cavidades que se comunicam com os olhos e que conduzem as lágrimas: os condutos nasolacrimais. Além disso, encontram-se vários ossos que formam saliências dentro da cavidade nasal, e que recebem o nome de conchas ou cornetos.

As cavidades nasais e paranasais são revestidas por uma grossa membrana, a mucosa nasal, rica em vasos sanguíneos, nervos e glândulas. Muitas células da mucosa têm projeções microscópicas chamadas cílios (abundantes e muito ativos na abertura dos seios paranasais), cuja função é movimentar o muco formado pelas glândulas da mucosa e que é drenado naturalmente para o nariz ou a garganta.

No alto do nariz situa-se a área olfativa, com cerca de 20 milhões de células, encarregadas de enviar ao cérebro as sensações odoríferas. Cada célula olfativa, ou receptor, é a extremidade de uma célula nervosa, e possui seis ou oito “pelos” olfativos, microscópicos, que ficam dentro da secreção mucosa. Esses pelos contêm substâncias gordurosas onde facilmente se dissolvem diferentes substâncias odoríferas. Também é tarefa das células olfativas produzir impulsos elétricos que permitem ao cérebro analisar e identificar cada odor.

Para bloquear a penetração de impurezas — poeira e outras partículas carregadas de micróbios —, logo à entrada das cavidades nasais encontram-se pelos curtos e resistentes, chamados vibrissas, que “peneiram” o ar. As impurezas que conseguem atravessar essa barreira são retidas pelo muco que reveste a mucosa nasal.

Enquanto os seios paranasais contribuem para dar ressonância e riqueza à voz, as partes inferiores das cavidades nasais relacionam-se com a respiração e as superiores com o olfato. Durante a respiração normal, o ar não passa pelas membranas olfativas (embora pequenas quantidades se difundam até ela). Mas, quando uma sensação olfativa desperta interesse, ocorre uma reação semi-automática, uma “fungada’.’, formando uma corrente de ar que atinge as superfícies olfativas. Num mesmo indivíduo, o olfato pode variar, e sempre aumenta com a fome. O cheiro, combinado com o gosto, resulta no paladar. Por isso fica difícil distinguir gostos com o nariz obstruído.

Embora suas características variem conforme a área que recobre, o revestimento interno do nariz é um todo contínuo. Assim, qualquer inflamação da mucosa propaga-se com facilidade para todos os seus pontos, com várias consequências, conforme as regiões atingidas. Alterações na mucosa podem causar total obstrução das vias olfativas e respiratórias que, por sua vez, causam diversas perturbações fisiológicas: dificuldade de se emitir sons, de respirar ou identificar odores, distúrbios na audição, no conduto nasolacrimal. Inflamação no. labirinto e nas pálpebras, inclusive, podem resultar de inflamações iniciadas na mucosa nasal.’Até a digestão pode se tornar difícil, já que, com as narinas obstruídas, engole-se ar junto com os alimentos.

Saiba tudo sobre mandioca

Dependendo da variedade, pode atingir até 3 metros de comprimento. Pelo seu alto valor energético, é utilizada, em muitos lugares, como prato básico. Da família das Euforbiáceas — da qual também fazem parte a mamona e a seringueira — a mandioca era conhecida e usada pelos índios na época do descobrimento do Brasil.

Consistindo numa espécie de raiz tuberosa, denominada pelos nativos da terra por ubi-antan, ela se presta — natural, em forma de farinha crua ou torrada, fresca ou industrializada — para a feitura de diversos tipos de pratos.

É um alimento relativamente pobre, mas contém doses apreciáveis de vitaminas do complexo B (principalmente niacina) e sais minerais (como o cálcio, fósforo, ferro e potássio). Tem uma única contra-indi-cação: não é recomendada às pessoas que estejam em regime de emagrecimento ou que sofram de diabete, pois contém altas taxas de hidratos de carbôno — 32 g — e de calorias — 138 cal — em cada 100 g de mandioca.

TIPOS MAIS COMUNS DE MANDIOCA

A mandioca é dividida em dois grandes grupos, em função do teor de ácido cianídrico apresentado.

O primeiro grupo — tipo manso (ou doce) — conta com variedades que possuem pouca quantidade da substância.

O segundo grupo oferece mandiocas com altas taxas de ácido cianídrico e engloba as raízes do tipo bravo (ou. amargo).

Conhecida no norte e nordeste por aipim e macaxeira, a mandioca já foi chamada de pão dos trópicos por seu largo emprego. Tem pouca proteína e quase nenhuma gordura.

As variedades de mandioca-mansa mais cultivadas são:

Vassourinha — É pequena e fina, com polpa branca. Tem cozimento rápido e por igual.

Amarela ou gema — É de bom tamanho, tem casca carnosa e polpa em tom amarelado que se intensifica com o cozimento.

Cuvelinha — De fácil cultivo, a variedade oferece um alimento substancioso, muito apreciado.

Fria — Suculenta, a raiz é grossa e curta, quase esférica.

Landim — A polpa é seca e a casca, parda e grossa. É indicada para a feitura de farinha.

Manteiga — De tamanho reduzido, a variedade é muito tenra e, por isso mesmo, apreciada.

Suíça — Arredondada, com um formato que lembra o cará e a bata-ta-doce, a raiz tem casca grossa.

As variedades de mandioca-brava mais cultivadas são:

Açu ou de 14 palmos — A raiz alcança até 3 metros de comprimento, 16 a 20 centímetros de diâmetro e peso aproximado de 16 quilos. A casca é preta, carnosa e leitosa. É muito utilizada na fabricação de farinha.

Barroso — De bom tamanho, tem casca grossa. Com ela se obtém farinha de boa qualidade.

Caboclinha — Curta e grossa, com polpa seca, resulta em farinha de boa qualidade.

Periquito — Também grossa, a variedade tem polpa rica que oferece farinha de excelente qualidade.

Parati — O fácil cultivo e rapidez de colheita — o que pode ser feito oito meses após o plantio — faz com que seja muito apreciada pelos cultivadores.

Puri — Com raízes bem grandes. Após a industrialização, resulta na conhecida “farinha de mesa”.

São-pedrinho — Curta e grossa, tem a peculiaridade de soltar a casca à medida que amadurece.

ALGUNS TRUQUES NO USO DAS MANDIOCAS

A compra, conservação e preparo da mandioca merece cuidados especiais. Alguns truques facilitam essas tarefas:

1) Dependendo da variedade, a polpa deve apresentar coloração branca ou amarelada, uniforme e sem manchas pretas. Deve conter também certa umidade e, a casca, soltar-se com facilidade.

2) Quando inteira, convém não ser conservada por mais de dois dias. Descascada, pode ser guardada por mais tempo, desde que colocada numa vasilha cheia de água na geladeira.

3) O alimento deve ser cozido em panela aberta para que o ácido cianídrico que contém se volatilize. Aliás, 10 a 15 minutos bastam para deixar a mandioca no ponto.

4) Para fritar a mandioca, é preciso cozinhá-la antes.

5) A mandioca é assada inteira e em forno quente (por cerca de 45 a 60 minutos). Só depois disso é que se pode retirar a casca. Assada diretamente sobre brasa, transforma-se num prato delicioso.

6) Excelente para ser acrescentada à água de cozimento de feijão, pode (também depois de cozida) ser servida com molho de tomate, pimenta e rodelas de cebola.

7) Para quatro pessoas, é. suficiente meio quilo de mandioca.